Compromisso cristão
março 9, 2010 by raquelsilva
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Cresci ouvindo minha mãe falar sobre a história do nosso país. Ouvia dela, coisas que os meus professores deveriam falar em sala de aula e não falavam. Ouvi falar da ditadura militar brasileira, responsável pelo desaparecimento de muitos políticos, estudantes, padres e outros. Nas nossas conversas, ela sempre me ensinava sobre política, comecei então a aflorar a minha percepção crítica em relação à política no Brasil.
Mas política é um assunto que não agrada muita gente, principalmente muitos cristãos. Como sou cristã desde os 8 anos de idade, conheço um pouco sobre o que se passa nas igrejas e o que passa na cabeça de muitos crentes em relação a este assunto. Muitos batem no peito e dizem não gostar de política e não querer se envolver de forma alguma, não sabendo eles que já estão envolvidos. Pegam todos os políticos e “jogam num saco só”. Não sabem diferenciar politicagem de política. O poema de Bertold Brecht tem uma resposta pra este tipo de pessoas. Ele o chama de analfabeto político. Veja:
O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.
Poderia aqui encerrar este meu texto, mas acredito que uma reflexão sobre o papel do cristão na política é sempre bem vinda. Hoje, infelizmente a maioria das igrejas evangélicas é fortalecedora do sistema capitalista, que tanto gera mazelas no nosso país. Parece que nós cristãos protestantes do Brasil, não entendemos de fato o que se significa ser protestante. Hoje não protestamos nada! Esquecemos do nosso papel na sociedade. Por aprendermos que somos “cidadãos dos céus” passamos então a não mais pensar no mundo em que vivemos. Não pensamos e nem agimos para mudar a realidade que nos cerca. Achamos que não precisamos lutar, pois se vamos pro céu mesmo, não há mais nada a fazer. E assim, vamos sofrendo, aceitando as mazelas e se conformando com toda injustiça. Assim, tudo vai se tornando muito normal. E por falar em conformidade me recordei do filme “Olga”. Uma cena muito me chamou a atenção. Certo dia Olga chega em casa toda suja e com marcas de pancadas que levou dos policiais depois de participar de um protesto nas ruas de sua cidade. Seu pai ao ver isso, faz uma pergunta a ela: – Filha é isto que você quer pra sua vida? E ela responde: – Pai, eu não sei o que eu quero pra minha vida, eu sei o que eu não quero.
Um dia, ao ler a parábola do jovem rico, descobri algo que me deixou mais apaixonada por Cristo. Descobri que Jesus era contra a má distribuição de renda. Ele manda o jovem DIVIDIR tudo o que tem com os pobres. Ele é contra toda desigualdade social.
Depois que conheci a genuína proposta de Cristo, eu sei o que eu não quero pra minha vida. No dia em que eu não estiver pensando assim, algo está errado em mim.
Glauce Souza Santos
Cristã/Igreja Batista Hosana
Estudante de Letras Vernáculas – Coordenadora do Centro Acadêmico de Letras
da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia-UESB, campus Jequié.
Por um Evangelho mais humano
março 3, 2010 by raquelsilva
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Uma coisa que tem me incomodado muito, recentemente (e que, pra ser sincero, me incomoda já há muito tempo, embora não com a intensidade que incomoda agora), é a visão “sobrenatural” e “sobre-humana” do Evangelho, que é comum nos nossos dias.
Com isso não estou dizendo que o sobrenatural não faça parte do Evangelho — claro que não. Como poderia afirmar algo assim, se o nosso nascimento para o Evangelho — não da carne, nem do sangue, mas do Espírito — é absolutamente sobrenatural? Não é disso que falo aqui.
Falo é da tendência (nem sempre explícita ou consciente) que vejo, em muitos que “crêem”, de acreditarem que viver o Evangelho é essencialmente deixar de ser humano. De achar que ser humano faz parte do “velho homem”, que aquele que crê não pode ser derrotado, nem se achar em fraqueza, nem ser tentado, nem experimentar a dor, o fracasso, a frustração, o cansaço — em suma, achar que crer é estar livre de ser humano.
A Bíblia, entretanto, conta uma história muito diferente. Todos os “heróis” da Bíblia são intensamente humanos, e quase todos têm defeitos graves e falhas de caráter. Eles sofrem, choram, riem e festejam; enganam, são enganados, pecam, se arrependem, entendem, falham em entender… de Adão até Paulo, passando por tantas outras personagens, o que se vê é um desfilar de figuras humanas, tão humanas que qualquer de nós pode se identificar com elas, com todas as nossas falhas e mazelas, e nisso vermos que o Deus com o qual cada uma delas se relacionou pode também se relacionar conosco, receber-nos tal como somos, e transformar cada um de nós em pessoas melhores — sem que deixemos de ser humanos.
Entretanto, é surpreendente ver como isso parece invisível a tantos que dizem crer em Deus. Há, assim, os que vivem seus dias no “reino do espírito”, se achando melhores que os que são “do mundo”; acham que merecem tudo que lhes é desejável e apreciável, que suas vontades devem ser satisfeitas, que eles podem mover o mundo visível e invisível segundo os seus desejos — fazendo, de si mesmos, não homens, mas deuses e semideuses.
Há também os que vêem o Evangelho como um ideal de perfeição potencialmente e teoricamente atingível; e se esforçam por buscar esse ideal, experimentando um fracasso que não conseguem aceitar; e aí surgem as máscaras (para que pareçam ser perfeitos para os outros “perfeitos”), os conflitos internos, as neuroses e culpas, as esquizofrenias induzidas, as regras auto-impostas; o rigor ascético irrefletido, a valorização de usos e costumes, a negação de pecados, os rituais e as mentiras constantes para afogar seu verdadeiro eu na prisão de si mesmo… até explodir na hipocrisia assassina, ou na libertinagem derivada de pulsões alimentadas e “sublimadas” em rituais vazios e palavras mágicas…
Ambos os grupos, entretanto, negam o cerne do Evangelho, e mesmo se opõem a ele; pois, de homens, querem se tornar deuses; enquanto que o Evangelho nos fala tão somente de um Deus que se fez homem. E esse homem teve fome, sede, chorou, alegrou-se; descansou quando se sentiu cansado, angustiou-se, desabafou, sentiu dor no corpo e na alma; viveu e morreu… e mesmo depois de ressurreto, comeu um peixinho com os discípulos; e levou consigo, pela eternidade, as marcas de um homem crucificado — homem esse que, ainda homem, é mediador entre Deus e os homens, e capaz de socorrer em tudo aos que são tentados, já que foi tentado como eles…
É hora (e já passou) de um Evangelho humano, tanto quanto o Senhor o foi – sem ser “humanista”. Um Evangelho que reconheça tudo que é característico do ser humano, à luz daquele Homem perfeito; que, ao fazer com que nos reconheçamos humanos, nos faz humanos, e capazes de ter compaixão, de pedir perdão, de errar, de tentar acertar; de amar o próximo, humano, como a nós mesmos, humanos que somos; de não nos acharmos melhores do que os outros, ou maiores do que a natureza da qual fazemos parte; de não nos guiarmos pelos nossos desejos e pulsões, mas deles usarmos com moderação e sabedoria; de dependermos em tudo da graça de Deus, de nos alegrarmos com as coisas pequenas e grandes, de atentarmos para os dias maus (que serão muitos), de vivenciarmos os “acasos” a que todos nós, seres humanos, estamos sujeitos – sabendo, porém, vislumbrar a graça e a misericórdia de Deus em cada um deles, sabedores de que Ele nos conhece e nos entende porque se fez um de nós, e porque nos fez a todos; e não nos fez anjos, ou deuses, mas simplesmente seres humanos. Um Evangelho que não cria uma geração de super-homens, mas só gente, e gente boa de Deus.
É hora de redescobrir esse Evangelho, porque é esse o Evangelho desde o princípio, pelo qual tantos homens limitados e falhos foram salvos – e pelo qual nós podemos ser salvos, também, de todas as nossas pretensões sobre-humanas e sobrenaturais, para experimentar, na nossa humanidade, a transcendência de Deus; e na nossa fraqueza e efemeridade, vermos aperfeiçoado o poder eterno de Deus; e, reconhecendo-nos vasos de barro, valorizarmos, barro que somos, o brilho do verdadeiro e precioso tesouro em nós.
Roberto Amorim – Membro da Igreja Presibiteriana do Bairro São Bento – BH
Editor do http://www.smalltalk.com.br
O Amor no Futuro Subjuntivo e no Presente Imperfeito…
fevereiro 2, 2010 by Tiago Esmeraldo
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Uma alusão subjuntiva do futuro por viver as fatais limitações do presente…
Quem nunca sentiu uma tristeza frustrante ao constatar que não consegue amar ou que não ama o bastante ?
Temos uma expectaviva em relação ao amor que é infinita e insasciável, tanto para receber quanto para dar.
Veja…
Paulo no Futuro do Subjuntivo :
Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse Amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.
E ainda que tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse Amor, nada seria.
E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tivesse Amor, nada disso me aproveitaria…
Paulo em Éfeso 56 D.C
Thiago no Presente Imperfeito
Quanto mais que eu falo e entendo a língua dos homens e até falo a dos anjos, eu me sinto como um metal que retine sem nenhum sentimento de amor.
Quanto mais eu profetizo, acumulo os conhecimentos das ciências e ainda vivo pela fé de forma que muitos me admiram, sinto que falta amor e me sinto um nada.
Por mais que eu vivo livre do apego material de forma que até consigo dividir o que tenho com os mais “quebrados” do que eu, ainda acumulo uma coragem acima da média que me permite dizer que eu não temo ter o corpo queimado na prática dos meus ideais de fé, ainda assim considero minha vida inútil, pois pouco amo.
Thiago em Brasília 2010 D.C
Não concluo mais que não amo ou não consigo amar, apenas admito que hoje vejo em parte e amo em parte mas um dia verei o Amor face a face e isso será completo.
Deus é amor… o amor é Deus.
Thiago Rodrigues
Diretor JOCUM DF
Feliz Segunda-feira 2010
janeiro 4, 2010 by Tiago Esmeraldo
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Depois de 3 “domingos” 01, 02 e 03 de Janeiro, hoje encaramos a primeira segunda-feira do ano. Esse ano de 2010 será um ano muito corrido, teremos copa do mundo e eleições presidenciais. Esses eventos causam um tipo de movimentação que o tempo parece correr ainda mais rápido.
Passada a euforia positivista dos primeiros dias do ano, nos deparamos com a vida como ela
é, a rotina do trabalho e toda a maldade de viver num mundo dominado pela maldade da avareza e da corrupção. Essa é a vida automática e vil. Ela “é” assim sempre que deixamos que ela seja. Mas ela pode ser diferente, pode ser paradoxalmente bela e maravilhosa. Escrever sobre isso é muito fácil e até religiosamente romântico até enfrentarmos uma guerra pessoal, interna e determinante.
Apesar das infinitas responsabilidades e pressões que se mostram nesse primeiro dia útil do ano, me sinto feliz por estar vivo e pronto para batalha.
Não são apenas as contas para pagar e responsabilidades que se renovam a cada dia, mas também a manifestação da graça e poder de Deus na vida dos que escolhem viver pela fé.
Boto o pé e entro nessa luta sem saber quais serão as perdas, desgastes e dores, apenas tenho certeza da presença delas. Temo pelo meu coração que é tentado a absorver toda raiva, rancor e mágoa nesse processo, se isso acontece tudo perde o foco e todo trabalho se torna vão.
No entanto o prazer da peleja instiga algo para além da conquista ou até mesmo da vitória, que é a dádiva de adentrar na sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, ser participante de suas dores e ressureição. Essa é a “barganha santa” em que me disponho a viver.
Que em 2010 Deus nos ajude a perder a “vida como ela é” e vivamos Nele, a plenitude da Vida.
Thiago Rodrigues
Diretor da Base de JOCUM DF
(En) Eu amei um Homossexual!!!
dezembro 4, 2009 by Tiago Esmeraldo
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Eu tinha aproximadamente 17 anos, quando eu tive minha primeira experiência com um homossexual, lembro-me como se fosse ontem, eu ia pegar um ônibus para ir até minha igreja, como eu fazia todos os finais de semana. Era por volta das 18h00 e meu ônibus sairia em 30 min, foi quando eu avistei um senhor bem vestido e muito simpático, ele não tirava os olhos de mim, eu estava sentado em um banco perto do ônibus e ele mais afastado, quando ele começou a piscar para mim. Lembro que fiquei bastante constrangido, mas tomei coragem e o convidei para se sentar ao meu lado. Prontamente ele atendeu ao meu pedido, ele já veio logo segurando na minha mão, e começou a tocar no meu cabelo. Pois com o mesmo sorriso que o chamei eu falei para ele o seguinte:
_Tudo bem com você? Meu nome é Robert, qual é o seu nome?
_ Eu me chamo Marcos! Ele respondeu sorridente.
_Pois é eu só te chamei aqui porque eu queria que você soubesse que eu sou muito feliz!
Falei com um tom meio ousado.
_Eu já sei, você é feliz porque você tem muitos amigos assim “como eu”, por isso você é alegre!
Ele respondeu todo empolgado.
_Não exatamente, na verdade eu sou muito feliz, porque um dia eu fui “lavado e remido pelo sangue do Cordeiro”. É sobre Ele que eu gostaria de te falar.
Respondi com firmeza.
_A não!!! Você é crente? Só me faltava essa…
Ele respondeu tirando as suas mãos de mim, e um tanto indignado.
Como em nenhum momento eu demonstrei algum tipo de preconceito, e eu queria conhecer a sua história, conversamos sobre a sua vida e também sobre a bíblia.
Interessante foi eu estar levando minha bíblia na mochila, uma Thompson antiga, ou seja, uma bíblia enorme. À medida que passava um amigo do Marcos ele dizia:
_O Fulano, vem aqui esse é o Robert, ele é crente e não tem preconceito, ele quer falar sobre a bíblia com a gente.
Naquele domingo eu não fui para o culto na igreja, eu fiz meu próprio culto em um banco de rodoviária cercado de vários homossexuais, alguns sentados ao meu lado e outros sentados no chão, eu com a minha bíblia gigante no colo, as pessoas que desciam dos ônibus, ou passavam por lá paravam para ver o que estava acontecendo. Não me preocupei em falar sobre salvação, pois todos eles já conheciam a respeito de Jesus, eu apenas falei sobre o amor e graça de Deus, muitas sementes foram plantadas naquela noite.
Ao chegar em casa, eu chorei muito na ora de orar para dormir, o grande vazio e os valores distorcidos daqueles homens, me tocou profundamente. Eu questionei, porque nós cristãos nos calamos tanto para essas pessoas? Porque eles diziam que eu não tinha preconceito? Qual era a visão de um homossexual para com a igreja, e qual a visão da mesma para com eles? Porque nós cristãos nos fechamos para essas pessoas?
Deus me respondeu que eu poderia e deveria amar um homossexual, pois só através desse amor ele poderia se encontrar em Deus.
Talvez você esteja pensando agora: Seria correto eu subir no púlpito de uma igreja e dizer que eu amo um homossexual ou uma prostituta?
Nos meus vários anos de experiência com re-socialização, e missões noturnas, eu descobri não só na teoria, mas na prática que se não houver amor, nunca haverá recuperação, pois somente o amor verdadeiro, aquele que vem do alto, de Deus, o que não se limita à raça crédulo ou sexualidade definida, é que pode trazer um homem novamente ao convívio da sociedade.
Ele ama incondicionalmente, mesmo quando nós não o merecemos, Ele ainda chora por nós, e sofre as nossas dores, porque ele odeia o pecado, mas sempre amou o pecador.
Eu não tenho problema algum em subir em um púlpito para dizer em alta voz que eu já amei, e ainda amo um homossexual, isso porque eu conheci um cara que não teve vergonha de subir nu em uma cruz, só para dizer que ama os homossexuais, os pedófilos, as prostitutas, os ladrões, os drogados, entre outros pecadores como eu e você.
Ainda hoje eu tenho muitos amigos, que cultivei nas ruas e nos prostíbulos, são eles travestis, prostitutas, drogados, alcoólatras, mendigos, clientes das drogas e da prostituição, verdadeiros desgraçados como eu, com a diferença de que eu fui alcançado pelo favor não merecido da parte de Deus. Isso não me torna mais ou menos amado por Deus, mas me da o privilégio de poder abençoar essas pessoas que também são queridas do Pai, quem os coloca à margem da sociedade somos nós, Deus os coloca como a coroa da criação a imagem e semelhança dEle mesmo.
Durante minha caminhada cristã eu percebi falhas em meu caráter, principalmente quando eu rotulava essas pessoas sem conhecer suas histórias de vida, talvez você se identifique com uma dessas falhas, e Deus esteja te chamando para um relacionamento mais profundo com Ele.
Descobri que se eu amo pessoas que supostamente tem uma vida santificada semelhante a minha pseudo-santidade, eu não passo de um homossexual gospel, tão somente porque a principal característica de um homossexual é que ele ama alguém do mesmo sexo, ou seja, alguém que se parece com ele. Se eu só quero amar meus irmãos da igreja, eu sou um homossexual gospel porque eu escolho amar quem é igual a mim.
Quando eu me encontro dentro de um sistema religioso, que nunca me permite enxergar a dor, os sofrimentos e as grandes desgraças do mundo e de quem esta ao meu lado, e eu me vendo para esse sistema, em troca de promessas que Deus nunca fez ou faria, quando quero buscar apenas bênçãos pessoais, eu não passo de uma prostituta gospel, pois eu nunca serei resposta para as mazelas do mundo ou voz contra injustiça, no lugar de lavar minha alma no sangue do Cordeiro, não somente para ser abençoado, mas para abençoar, eu lavo minhas mãos como Pilatos, nas águas sujas de um sistema religioso corrupto, que me ensina a buscar somente as bênçãos do Pai, mas muito pouco, o Pai que me dá essas mesmas bênçãos.
O interessante é que nesse sistema eu posso ser uma prostituta gospel, mas a prostituta de verdade sempre vai ser uma meretriz, o gay um sodomita efeminado, o mendigo um morador de rua beberrão, a imagem e semelhança de Deus será sempre atribuída aos que foram alcançados pela graça sublime, ou aos líderes religiosos que são semi-deuses na terra. Daí a razão de serem prósperos em tudo.
Descobri ainda que quando eu vou para uma igreja com o intuito somente de cantar desesperado, levantar minhas mãos e chorar, ficar anestesiado e entorpecido pelo chamado louvor espontâneo ou louvor extravagante, eu sinto muito mesmo, pois nós precisamos rever nossos conceitos sobre louvor e adoração. Quem sou eu para questionar a forma como se louva, acredito que essa função é dada ao Espírito Santo, o problema é que biblicamente nós adoramos a Deus com atitudes e não somente com cânticos chamados espirituais, se eu não vivo o que eu canto essas expressões de louvor são apenas uma grande viagem, uma ilusão. Quando isso ocorre, eu não passo de um drogado gospel.
Se eu sirvo a Deus, somente com o intuito de ganhar dinheiro, seja através de uma fé genuína ou ainda por formas escusas, através do evangelho de uma falsa prosperidade, este mesmo que você esta pensado, este que tem arrastado milhares de cristãos para o inferno do capitalismo. Eu com certeza sou um mendigo gospel, pois eu não entendo que sem o próximo não existe Evangelho do Reino, e que viver somente de prosperidade seja qual for a área que se aplique ela, na verdade é viver de migalhas e esmolas espirituais, o que Deus quer nos dar em termos de qualidade de vida é muito maior que ouro e prata, não depende e nunca dependeu dessas coisas ou de uma vida cheia de grandes vitórias e glórias, se Deus tem te prometido somente essas coisas, acho que estamos falando de deuses bem diferentes. Ter um relacionamento íntimo e profundo com o Criador, essa é a verdadeira prosperidade.
Ame incondicionalmente e com certeza você entenderá porque Deus te trouxe para este mundo, e assim será mais fácil você fugir desse mundo gospel.
Hoje eu oro pelo Fábio (Travesti que atende pelo nome de Yasmin), pelo Edílson (ex-presidiário que é soro positivo, contraiu HIV após um estupro na cadeia), pela Claudette (se prostitui para sustentar o vicio de merla e crak), pelo Mário ( perdeu o senso da razão e é tido como louco, porque mora a mais de 20 anos nas ruas), entre outros muitos que eu poderia citar, pessoas maravilhosas que o próprio Deus me deu o privilégio e a honra de poder amar e abraçar como verdadeiros amigos.
Perdoe-me se isso te incomoda, talvez Mateus 25:31-46 esteja rasgado ou riscado em sua bíblia, para não te incomodar também.
Se você entende o que é Graça, e como ela somente inclui, não exclui, meus parabéns!
Você esta apto para viver os valores e os conceitos do Evangelho do Reino de Deus, baseado no texto bíblico citado de Mateus, aproveite e tire um tempinho para ir visitar Jesus Cristo em um hospital, em uma prisão ou qualquer outro lugar onde as margens da sociedade se concentram.
É legal quando nos lemos João 3:16 na ótica de I João 3:16.
Para encerrar, sempre que eu vejo um homossexual seja um homem ou uma mulher na rua ou em qualquer lugar, eu fico muito tocado e faço sempre à mesma oração:
“Pai eu te peço, por favor, se eu tiver filhos, não permita que um deles se torne um homossexual, mas eu entendo que cada um escolhe seu próprio caminho e dará conta de si a Deus, como eu ouvi muitos exemplos de travestis que se diziam filhos de pastores ou filhos de crentes.
Pai se um filho meu escolher este caminho, ensina-me a amá-lo como o Senhor ama a todos nós…”
Robert Itamar Alves da Costa
JOCUM Floripa, a partir do Rio
Skateboard – história do Skate
outubro 6, 2009 by Thiago Lopes
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Por Miguel Delgado
Não se sabe exatamente quando apareceu o Skate, mas pode-se dizer que foi no princípio dos anos 60, na Califórnia. Era em uma época onde o surf reinava, a praia e a curtição total sobre uma prancha.
Mas como as coisas nunca davam certo, naqueles dias de “ondas podres” e mar muito “flat”, os surfistas tiraram as rodas dos seus patins, e colocaram-nas em “shapes”, para que assim pudessem surfar em terra firme.
Os skates eram muito primitivos, não possuiam nose nem tail, era apenas uma tabua e quatro rodas.
O crescimento do desporto deu-se de uma maneira tão grande, que muitos dos jovens da época adotaram o skate.Surgiam então os primeiros Skaters.
Era uma época onde o free style dominava, os Skaters usavam e abusavam deste tipo de manobra.
Em 1965 começaram a comercializar-se os primeiros skates fabricados industrialmente e iniciaram-se as primeiras competições. O desporto teve, então, o seu auge.
Em meados dos anos 70, aconteceu um fato que chocou a maior parte dos Skaters: a revista “Skateboarder” que era uma das mais importantes sobre o assunto, anunciou a sua mudança de planos, e começou a cobrir assuntos sobre competições de Biker’s.
Foi quando se deu a morte do skate, muitas pistas fecharam, e muitos abandonaram o desporto. Ficaram apenas aqueles que realmente gostavam.
Esses Skaters perderam as suas pistas, as suas revistas, e tudo o que tinham a respeito deles. Então, lançaram-se na rua, usando como obstáculos tudo o que achavam no quotidiano. Daí surgiu o street skate.
Ainda nos anos 70, houve um racionamento de água nos E.U.A. As pessoas esvaziaram as suas piscinas, e foi nessa altura que os Skaters se aperceberam de que essas piscinas vazias, poderiam ser ótimos obstáculos, então apareceu o skate vertical.
Nos anos 80 o skate volta ao seu auge, com a inovação dos skates, e a utilização das pistas em “U” para os half pipes.Foi nessa altura que apareceu um garoto magro que, com apenas 12 anos, fazia flips muito altos em rampa, muito tecnicista que, mesmo muito novo, já deixava os mais experientes de queixo caido. O seu nome? nada mais do que um simples Skater chamado Tony Hawk……
Um outro factor muito importante para o Sk8 da época, e que teve um papel bastante forte no seu regresso, foi um video da Bones Brigade, onde Steve Caballero entrou.
A partir daí, o sk8 nunca mais teve o seu declínio e nos anos 90 foi quando atingiu o seu auge, com muitos adeptos, produtos, e campeonatos que, incentivaram bastante, os jovens e até os velhos dos anos 90.
E assim o sk8 vai levando as suas origens até ao futuro, desenvolvendo-se cada vez mais e superando todas as barreiras de preconceitos impostas sobre os seus praticantes.
A Rotina de um Jovem Brasiliense.
setembro 25, 2009 by Thiago Lopes
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Por Louise Silva Ferreira.
Minha vida é assim: eu acordo às 6h20, escovo os dentes com Close Up e vou para a cozinha tomar meu café da manhã.
Na porta da cozinha, eu encontro a minha mãe e peço pra ela preparar o meu Ovomaltine. Volto para o quarto e calço o meu ALL STAR, aproveitando pra pegar o meu MP3, gosto muito de ouvir Coldplay e Hardcore brasileiro.
Às 7h, chega o transporte escolar – num carro muito uilizado pelos correios: Sprinter – ele me deixa na porta da escola. Às 7h2o, a aula começa.
Às 10h, é hora do intervalo (aproveito para lanchar), quase sempre como Hotdog com bastante Catchup. Acaba o intervalo, volto pra sala; se a aula tá chata, começo a pregar Post It nas costas dos meus colegas.
Às 12h40: o sinal toca, acabaram as aulas de hoje! Pego a minha mochila da Nike e volto pra casa, de transporte.
Hora do almoço: como não gosto de arroz, feijão e verduras, ligo para o MC Donald’s; eles entregam rápido e a comida é de altíssima qualidade.
Depois do almoço, vou para o PC (Personal Computer) e fico algum tempo no MSN (Messenger).
Às 15h, eu vou dar uma volta de bike, quando chego, aproveito pra tomar um banho – apesar de meu cabelo ser pequeno, gosto de usar Shampoo. O resto da tarde é pra fazer o Home Work (dever da aula de inglês).
À noite, chamo a galera pra sair; decidimos ir ao Shopping Pier 21, tem uma lanchonete lá muito boa: Friday’s.
Volto pra casa às 22h, tenho aula amanhã cedo.
No meu quarto, tenho de guardar uma pilha de calças jeans que ficaram em cima da cama e, depois de tudo, é só dormir. Durmo ouvindo um grupo de rock: Offspring.
Essa é a rotina de um típico jovem brasiliense.
http://labdapalavra.blogspot.com/2008/10/rotina-de-um-jovem-brasiliense.html
Hino à Negritude aprovado pela Câmara
setembro 15, 2009 by Thiago Lopes
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Um dia depois da votação do Estatuto da Igualdade Racial, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou dia 10 uma proposta que oficializa, em todo o país, o “Hino à Negritude”, composto pelo poeta e professor negro Eduardo de Oliveira.
O texto aprovado pelos deputados exclui a obrigatoriedade de o cântico ser executado em todas as solenidades relacionadas ao movimento negro. O relator, Gonzaga Patriota (PSB-PE), alterou o projeto de lei do deputado Vicentinho (PT-SP) por entender que não era possível tornar obrigatória a execução da música.
Na justificativa da proposta, Vicentinho diz que o projeto tem como objetivo favorecer o reconhecimento da trajetória do negro na formação da sociedade brasileira. “Não temos ainda símbolos que enalteçam e registrem este sentimento de fraternidade entre as diversas etnias que compõem a base da população brasileira”, afirma.
A proposição segue agora para o Senado após ter sido aprovada em caráter conclusivo, ou seja, sem a necessidade de passar pelo Plenário.
O hino foi composto em 1942 pelo professor Eduardo Ferreira de Oliveira, autor de músicas e livros sobre questões raciais. A música só foi registrada na Escola Nacional de Música, da Universidade do Brasil, em 1966, como Hino 13 de Maio. O cântico já foi oficializado em São Paulo graças à Lei 14.472, de 2007, que prevê que ele seja cantado em “todas as solenidades que envolvam a raça negra”.
Conheça a letra do Hino à Negritude:
“Hino à Negritude (Cântico à Africanidade Brasileira)
I
Sob o céu cor de anil das Américas
Hoje se ergue um soberbo perfil
É uma imagem de luz
Que em verdade traduz
A história do negro no Brasil
Este povo em passadas intrépidas
Entre os povos valentes se impôs
Com a fúria dos leões
Rebentando grilhões
Aos tiranos se contrapôs
Ergue a tocha no alto da glória
Quem, herói, nos combates, se fez
Pois que as páginas da História
São galardões aos negros de altivez
(bis)
II
Levantado no topo dos séculos
Mil batalhas viris sustentou
Este povo imortal
Que não encontra rival
Na trilha que o amor lh destinou
Belo e forte na tez cor de ébano
Só lutando se sente feliz
Brasileiro de escol
Luta de sol a solenidadesPara o bem de nosso país
Ergue a tocha no alto da glória
Quem, horoi, nos combates, se fez
Pois que as páginas da História
São galardões aos negros de altivez
(bis)
III
Dos Palmares os feitos históricos
São exemplos da eterna lição
Que no solo Tupi
Nos legara Zumbi
Sonhando com a libertação
Sendo filho também da Mãe-África
Arunda dos deuses da paz
No Brasil, este Axé
Que nos mantém de pé
Vem da força dos Orixás
Ergue a tocha no alto da glória
Quem, herói, nos combates, se fez
Pois que as páginas da História
São galardões aos negros de altivez
(bis)
IV
Que saibamos guardar estes símbolos
De um passado de heróico labor
todos numa só voz
Bradam nossos avós
Viver é lutar com destemor
Para frente marchemos impávidos
Que a vitória nos há de sorrir
Cidadãs, cidadãos
Somos todos irmãos
Conquistando o melhor por vir
Ergue a tocha no alto da glória
Quem, herói, nos combates, se fez
Pois que as páginas da História
São Galardões aos negros de altivez.
Autor: Eduardo de Oliveira (letra e música)”
http://congressoemfoco.ig.com.br/noticia.asp?cod_canal=1&cod_publicacao=29683
Vanusa e o Hino Nacional
setembro 12, 2009 by Thiago Lopes
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Confira o Vídeo:Vanusa canta o Hino Nacional
Meditando um pouco sobre o vídeo da Vanusa no youtube, onde ela canta sob efeitos de remédio pra labirintite uma versão bem, mas bem nova e ousada do hino nacional, e depois de ter também assistido algumas aulas sobre cidadania politicica e cristianismo, pude chegar a algumas conclusões, tristes até, nós (na grande maioria) não temos consiencia política, não gostamos de política, não sabemos falar sobre política, não sabemos nem sequer que somos SIM seres políticos, e que exercemos essa identidade todos os dias sem ao menos perceber, e se tínhamos essa “veia” antes de sermos cristãos logo a perdemos com debaixo de vários argumentos infundados, que a tradição crista ( não toda ) nos ensina, de que política não é coisa de cristão, de que existem coisas mais importantes no reino pra nos preocuparmos, e esquecemos que a bíblia nos diz muito a respeito do assunto, de quem me preocupar com o coletivo é um sentimento muito cristão vide Mt. 25: 31- 46 onde o texto nos fala do julgamento da nações somos antecipados de algo muito importante que acontecerá,
Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo;
Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me;
Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me.
Então os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber?
E quando te vimos estrangeiro, e te hospedamos? ou nu, e te vestimos?
E quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos ver-te?
E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.
Quando lemos esse texto e vemos que seu contexto se trata de julgamento das nações, não podemos duvidar que na sua contextualização podemos ter a certeza que ele fala sim de políticas públicas, que é muito mais que assistencialismo emergencial, que é muito mais que o importante trabalho que que a igreja faz no âmbito da missão integral, que é muito mais que votarmos em pastores, bispos, irmãos, vide o número da bancada evangélica na câmara e no senado aumentarem e os indices de corrupção e escandalos éticos aumentarem, (não generalizando). Os primeiros a irem pras ruas protestarem pacificamente tinham que ser os cristaos, a igreja deveria ser a grande geradora de conciencia cidada, Leia Nm 27, veja a veja a historia das filhas de Zelofeade, que tiveram a coragem de indagar e cobrar uma autoridade, que era nada mais nada menos que Moises, que depois de indagado consutou a Deus e viu elas estavam certas, e disso ocorreu uma grande mudanca, a correcao de uma grande injustica social, nao seria isso politica? Da forma mais divina possivel? Devemos nos perguntar se a solucao para os problemas coletivos do nosso país seriam mais representantes cristaos, ou se a nossa falta de interesse, de informacao e ate de consiencia de que os que nos representam sao nossos funcionarios, e devemos cobrar, cada vez mais de perto, é que falta na maioria da vezes. Nao sei, só sei, que desde que inventaram essa tal de república, estamos assistindo um desfile de injusticas e abusos e nao temos feito muita coisa, que estamos tambem dopados de remedios litúrgicos e “cantando o hino nacional de forma muito errada” .
Bem aventurados os que tem sede de justica…
Obrigado Vanusa, Deus te usou…
Por Carlão (colunista do Love Sa)
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O Diabo não existe
setembro 12, 2009 by Thiago Lopes
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Afinal: O diabo existe ou não?
A pergunta parece simples, mas há quem acredite que o diabo não exista.
Na Quarta-feira, dia 15/02/06, foi ao ar à noite, na rede 21, canal da TV por satélite DirecTV, uma entrevista com o Padre Oscar Quevedo, ou, mais conhecido como Padre Quevedo. É aquele Padre que tinha um quadro dominical no Fantástico da Rede Globo, o qual tentava provar que fenômenos sobrenaturais não existiam, lembra?
O entrevistador começou seu programa perguntando se o “demônio” existia. Pe. Quevedo então, como bom orador, deu uma grande volta em suas explicações e no final expôs seus pensamentos sobre os demônios e satanás dizendo:
“Satanás e os demônios não existem. São a personificação do mal dentro das pessoas”. Para defender sua heresia, o Padre cita a passagem em Mateus em que Jesus se dirige a Pedro usando o termo “satanás”:
Mt 16:23 Ele, porém, voltando-se, disse a Pedro: Para trás de mim, Satanás, que me serves de escândalo; porque não compreendes as coisas que são de Deus, mas só as que são dos homens.
Quevedo então explica dizendo que Jesus estava referindo-se ao grande mal que Pedro falara, tornando-se assim adversário da vontade divina.
De certa forma, Quevedo está certo na análise deste versículo. Isto porque a palavra “satanás” significa “adversário” e a palavra “diabo” significa “aquele que divide, separa, o caluniador, o opositor”.
Creio que em Mateus 16:23, Jesus não estava dizendo que o diabo estava dentro de Pedro, mas Jesus estava chamando Pedro de Opositor, pois Pedro estava dizendo para Jesus não morrer na cruz:
Mt 16:22 E Pedro, tomando-o de parte, começou a repreendê-lo, dizendo: Senhor, tem compaixão de ti; de modo nenhum te acontecerá isso.
Se Jesus não fosse crucificado, não teríamos a salvação eterna e o plano de Deus era que todos tivessem a salvação pela fé no sacrifício único e suficiente do Seu Filho Jesus Cristo.
Logo, Jesus fala que Pedro está se opondo ao plano de Deus para salvação de toda alma.
O problema todo é que o Pe. Quevedo usa esta passagem erroneamente para generalizar sua tese herética de que o diabo e os demônios são o mal que existe nas pessoas. É como se Quevedo estivesse dizendo: “assim como Jesus dirigiu-se a Pedro usando o termo “satanás”, logo o diabo não existe, mas sim o mal que há em nós” ( palavras do autor deste artigo).
Porém, devemos lembrar que Jesus falou sim do diabo não como sentimentos ou emoções humanas, mas como um ser real, uma pessoa espiritual que existe, que pensa, que age. A Bíblia, no livro de Apocalipses, também cita o diabo como um ser angelical, que foi expulso do céu, que fez oposição a Cristo, mas que já está condenado e será precipitado para o abismo, o lago de fogo ardente.
Márcio C. Rossi Bettecher










