A Missão Urbana da Igreja de Antioquia da Síria (I) – Repost
23 março, 2010 por Lucas Mota
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A partir de Atos 13:1 a 28:31 nós encontramos a última narrativa geográfica de Lucas, em seu esforço por demonstrar que Evangelho deveria ser levado à todas a nações. Para isto, Lucas enfatiza a missão da igreja de Antioquia da Síria, e o ministério do Apóstolo Paulo nos principais centros urbanos de sua época. Este artigo focaliza a primeira parte, a missão da igreja de Antioquia da Síria.
Antioquia foi a cidade onde a fundação para a missão mundial foi estabelecida para alcançar os confins da terra. Ela era uma cidade cosmopolitana, a metrópoles da Síria, e depois tornou-se a capital da província Romana na Ásia.
Essa cidade foi fundada por Seleuco I Nicator em 300 AC, no rio Orontes, aproximadamente 26 km do Mediterrâneo e cerca 480 km (ao norte) de Jerusalém. Antioquia tornou-se a capital da dinastia dos Seleucidas, cujo nome vem de Antioco I, pai de Seleuco, o qual era general de Alexandre o Grande. Em 64 AC, debaixo da liderança de Pompei, os Romanos chegaram a Antioquia, controlando-a como seu centro administrativo e militar. E em 27 AC ela tornou-se a capital da Síria. Sendo um importante centro comercial e ações militares, Antioquia tornou-se um influente centro urbano, uma cidade (polis) Helenística. Também, era a terceira cidade do Império Romano, sendo um mosaico de culturas. Conhecida como a “primeira cidade do Leste”. DeVries entende que “Antioquia era a segunda somente em relação à Jerusalém como um centro do Cristianismo primitivo” (DeVries 1997:345).
Exceto Jerusalém, a cidade de Antioquia da Síria foi a mais importante cidade da história da igreja primitiva. Através desta igreja de Antioquia da Síria a missão mundial foi estabelecida para alcançar os confins da terra. Por isso se faz necessário olhar seu nascimento, testemunho, liderança, e alcance missionário.
O Nascimento da Igreja
A igreja de Antioquia da Síria nasceu como resultado da grande “tribulação que sobreveio a Estevão, se espalharam até Antioquia” (At. 11:19). Esta igreja é uma filha da perseguição e Estevão tem parte em sua história. Depois do discurso de Estevão, e consequentemente sua morte, “levantou-se grande perseguição contra a igreja em Jerusalém; e todos, exceto os apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judéia e Samaria” (At. 8:1). Nada podia parar e impedir o avanço da palavra de Deus, porque os que foram dispersos iam por toda parte pregando a palavra (At. 8:4).
Quem são os “que foram dispersos por causa da tribulação que sobreveio a Estevão?” (At. 11:19). Eles eram Judeus cristãos Helenístas, que falavam o grego. A perseguição afetou quase toda a igreja, “exceto os apóstolos” (At. 8:1). Muito provavelmente a perseguição afetou mais os Helenístas, os quais foram para a Judéia e Samaria, e as cidades de Azoto, todas as cidades, e Cesaréia na costa do Mediterrâneo (At. 8:40). Passando “pelas regiões da Judéia e Samaria” (At. 8:1), eles finalmente chegaram “até a Fenícis, Chipre e Antioquia (At. 11:19).”
Não podemos ignorar esse caráter de perseguição e sofrimento como elementos que produziram e influenciaram o nascimento desta igreja. Qualquer estudioso do crescimento da igreja jamais poderia imaginar que esta perseguição espalharia os cristãos da igreja primitiva não somente à Antioquia da Síria, mas aos confins da terra. “Alguns deles, porém, que eram de Chipre e de Cirene, e que foram até Antioquia, falavam também aos gregos, anunciando-lhes o evangelho do Senhor Jesus” (At. 11:20). Em seguida veremos que esta igreja, filha da perseguição possuía líderes cheios de visão missionária. Perseguidos sim, mas não desorganizados!
A Liderança da Igreja
Em sendo uma cidade multiétnica, “dividida em Gregos, Sírios, Judeus, Latinos e Africanos” (Bakke 1997:146), a igreja também reflete este caráter em sua liderança. Uma multicultural, multicor, multiétnica equipe formava a liderança pastoral desta igreja. Isto mostra-nos a heterogeneidade como uma das marcas distintas da comunidade da fé. “Havia na igreja de Antioquia profetas e mestres: Barnabé, Simeão por sobrenome Niger, Lúcio de Cirene, Manaém , colaço de Herodes o tetrarca e Saulo (At. 13:1). Barnabé era um levita, de Chipre (At. 4:36). Simeão, chamado Niger (Negro) muito provavelmente um prosélito judeu. Lucius era de Cirene, uma cidade Africana. Ele era um Gentio ou um Judeu com nome Romano. Manaém (“Confortador”) foi criado com Herodes Antipas, o tetrarca da Galiléia. Saul foi um ex-Fariseu e um cidadão Romano. Foi a partir desta variedade de contextos, culturas e raças que a liderança da igreja de Antioquia foi formada.
Não existe dúvida de que o líder mais proeminente desta igreja foi Barnabé, sendo a “ponte ideal entre dois mundos, uma pessoa confiada tanto pelos moradores que falavam o Aramaico em Jerusalém e as pessoas Helenístas de Chipre e Cirene” (Crowe 1997:92). O trabalho missionário nesta cidade teve tanto sucesso que a “notícia chegou aos ouvidos da igreja em Jerusalém” (At. 11:22). Desejando saber o que estava acontecendo, “eles enviaram Barnabé até Antioquia” (At. 11:22). Existem três hipóteses relacionadas a Barnabé. Primeira, ele era um Helenista moderado, tendo um relacionamento muito próximo aos apóstolos, o qual não precisou escapar da perseguição de Atos 8:1-3. Segunda, ele era um do grupo que fundou esta igreja. Terceiro, ele era um missionário independente que veio à Antioquia. Se existem dúvidas a respeito desta pessoa, por outro lado não existe nenhuma dúvida quanto ao seu caráter, sendo “um homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé” (At. 11:24).
Barnabé teve uma importância fundamental na solidificação desta igreja. Sua primeira atitude foi chamar Saulo para juntar-se a equipe, trazendo-o à Antioquia. Sua missão era “reunir a igreja e ensinar numerosa multidão” (At. 11:26). Como resultado desse esforço missionário nesta igreja eles tornaram-se os delegados (representantes) oficiais para viajar para todos os lugares, proclamando as boas novas do Senhor Jesus (At. 13:2-3).
O Testemunho da Igreja
Infelizmente Lucas não dá-nos uma narrativa detalhada sobre o ministério desta igreja. Se esta igreja foi a primeira igreja que proclamou as boas novas do Senhor Jesus além das fronteiras Judaicas, tornando-se a iniciadora do movimento missionário ao mundo Gentílico, não poderíamos esperar mais detalhes desse tremendo esforço desta igreja, especialmente se aceitarmos que Lucas era proveniente de Antioquia da Síria. Contudo, os poucos detalhes que ele nos deu ajudam-nos a ter uma idéia do tipo de igreja que ele estava narrando. O testemunho desta igreja pode ser visto em pelo menos três momentos.
Autor: Jorge Barro
Fonte: MIAF







Arnaldo Costa. comentou Sex, 26 - Jun 2009
Boa tarde Lucas, li e gostei de seu comentario sobre missão urabana da igreja de antioquia, gostaria da sua ajuda e opinião, estou fazendo minha monografia sobre missão urbana, sou aluno da Faculdade Boas Novas da igreja IEADAM, meu tema é Teologia Biblica de missões urbana na obra missionaria paulina, só que preciso delimitar mas esse tema, queria relacionar com alguma coisas com os dias atuias.
Certo de porde contar com sua preensão.
Arnaldo Costa.
Arnaldo Costa. comentou Sex, 26 - Jun 2009
Boa tarde Lucas, li e gostei de seu comentario sobre missão urabana da igreja de antioquia, gostaria da sua ajuda e opinião, estou fazendo minha monografia sobre missão urbana, sou aluno da Faculdade Boas Novas da igreja IEADAM, meu tema é Teologia Biblica de missões urbana na obra missionaria paulina, só que preciso delimitar mas esse tema, queria relacionar com alguma coisas com os dias atuias.
Certo de porde contar com sua preensão.
Arnaldo Costa.
Denise comentou Seg, 5 - Jul 2010
Otima matéria!!!
Estou fazendo um artigo cientifíco e estou precisando urgente de matérial sobre como fazer missão urbana hj no Brasil.
Desde já agradeço a ajuda.
Denise Soares.
marcelo vieira de jesus comentou Sex, 22 - Abr 2011
estou na cidade de Brasilia df e esto inissiando um projeto de combate ao uso de drogas em escolas da rede publica mas não pode ser capelania convencional pressiso de uma ideia que eu possa falar de DEUS de uma forma tecnica por que somos uma ong e corremos o risco de sermos acusados de proselitismo.