O Baixo Meretrício é a minha paróquia

junho 29, 2010 by Jean Gabriel  
Filed under Artigos, Família

Atire a primeira pedra quem não tem pecado. Como somos bons de mira… Impressiona-me a capacidade que temos de julgar as pessoas. Conceitualmente até compreendemos que todos temos defeitos e que pecamos, todos somos falhos, mas, na maioria das vezes este é apenas um conceito racional que não é emocionalmente introjetado.

Ontem foi o Dia Internacional da Mulher e eu tive o privilégio de, junto com alguns jovens, ir para a “boca do lixo” levar rosas para as prostitutas de rua, mulheres que são tão mulheres, mães, filhas e irmãs como todas as nossas, mas que suas escolhas ou suas “falta de escolhas” as empurraram para uma vida de pouca dignidade.

Entreguei duas rosas para duas delas e desejei um Feliz Dia da Mulher. Elas me abriram um sorriso especial em encabulado agradecimento, dizendo: “É a primeira rosa que eu ganho…”

Teve também a Lílian, que pegou a rosa com muita alegria, realmete agradecida, quase sem acreditar… Minha companheira pediu que ela lesse o poema que estava afixado na rosa. Ela emocionou-se, pediu uma oração, disse que a vida estava muito complicada para ela…

Histórias e mais histórias de pessoas que são a imagem e a semelhança de Deus, mas que estão nesta vida, aparentemente fácil, conforme o julgamento de alguns. Entretanto são vítimas do pecado próprio (que todos nós cometemos diariamente), são vítimas de uma sociedade que não ofereceu muitas opções, fruto da baixa escolaridade… Vítimas do preconceito generalizado, inclusive de pessoas ditas religiosas, mas que são incapazes de fazer o que Jesus fazia: Sentar com estas mulheres e as chamarem pelo próprio nome, mas não pelo apelido generalizado: “Vagabunda!”

No caso destas mulheres, a redenção é um caminho penoso. Atire a primeira pedra quem não tem pecado.

Dois travestis pediram oração e conversaram muito conosco. Disemos que as rosas eram para as mulheres, mas eles eram homens, mas acabamos por dar a rosa também, para alegria deles. Contaram do seu sofrimento e pediram oração e emprego. Eles querem trabalhar para sair da rua. Quem poderá arrumar emprego a eles?

Não podemos julgar a ninguém.

Impressiona-me algumas palavras de Jesus, que nada tem a ver com as palavras dos religiosos em geral. Quando todos ultrajavam uma mulher adúltera buscando apedrejá-la, Jesus não a defendeu, mas apenas permitiu que a platéia cheia de corações de pedra no peito e de julgamentos nas mãos refletisse nesta sentença: “Atire a primeira pedra quem não tem cometido erros”. Em seguida, logo que todos se foram acusados pela própria consciência, Jesus olhou para a mulher e disse: “Ninguém te acusou? Eu também não te acuso: Vá e não peques mais”.

Ah! Jesus sempre tem uma nova chance para todos.

Noutra oportunidade Jesus novamente nos surpreende. Quando ele conversava com religiosos cheios de pompas e de circunstâncias, cheios de regras, cargos, normas e bons comportamentos, cheios de auto-suficiência religiosa, de santidades canônicas e liturgias humanas, mas vazios de justiça e de amor às pessoas, Jesus afirmou: “Prostitutas vos precederão no Reino dos Céus” (Mt 21,28-32).

Penso cá eu com os meus botões: Posto as prostitutas estarem adiante de mim no Reino dos Céus, é bom que eu dê a elas ao menos uma rosa no Dia da Mulher: uma questão de respeito hierárquico!

Quanto a você, busque ser mais “mau de mira”, para que suas palavras, julgamentos ou acusações não atinjam a vida de ninguém, posto você também ser um alvo potencial. No lugar de pedras nas mãos, leve rosas no coração.

Luciano Maia, no Bloggernacle Times.

Post to Twitter Tweet This Post

Antes de Fazer ETED

junho 29, 2010 by Jean Gabriel  
Filed under Artigos, Educação

Todos os anos centenas de alunos passam pelas nossas Escolas de Treinamento e Discipulado. Alguns desejam servir em missões pelo resto da vida, outros ter uma experiência missionária, outros desejam apenas crescer em seu relacionamento com Deus, e outros ainda, não tinham mais nada pra fazer e resolveram virar missionários ( sim, tem gente que realmente tenta fazer isto!).

Antes de fazer ETED é bom saber algumas coisas:

Examine as suas razões. Uma boa pergunta a fazer a você mesmo é “Porque desejo fazer ETED?”. Não pense que uma fuga de um problema da vida é razão para entrar na vida missionária. O problemas da vida devem ser enfrentados cara-a-cara, portanto, um relacionamento terminado, um vestibular mal sucedido, desemprego, crise na igreja, família, ou qualquer outra fatalidade da vida não devem ser a sua razão para servir em missões. Razões erradas transformam ações corretas em decisões desastrosas.

Observe os pré-requisitos. Para fazer ETED você precisa ser maior de 18 anos, preencher os formulários de inscrição e ser recomendada pelo sua igreja e pastor. Os formulários podem ser conseguidos na base da JOCUM pra onde você pretende ir, ou nos nossos sites pela net.

Defina o seu propósito. Tempo integral ou experiência missionária? Acreditamos que todo cristão é um missionário, e deve servir como missionário onde está. Seja professor, programador, artista, designer, engenheiro ou qualquer outra coisa, você pode testemunhar onde está. Você pode até ter uma experiência inicial de tempo integral em missões e retornar para a sua faculdade, trabalho etc. Não há nada de errado nisto, pois nem todas as pessoas são chamadas a viver do ministério, contudo aquelas que são, sabem que são. É importante que você tenha isto definido para você mesmo e para as pessoas que estão ao seu redor, evitando assim, falsas expectativas do tipo “…disse que ia ser missionário e agora voltou…” Em oração, busque conhecer o propósito de Deus para você, e compartilhe apenas o que tiver certeza.

Estabeleça laços com a Igreja. Se você está na igreja há anos e nunca “bateu um prego numa barra de sabão“, ou seja nunca de fato se envolveu com a igreja, não espere que esta irá de imediato acreditar no seu possível chamado. O mesmo vale se você é novo na comunidade. Eles naturalmente precisam ver esta chama viva na sua vida. Envolva-se com a igreja, com o ministério, e assim eles saberão que de fato você leva sério a palavra que o Senhor te deu.

Estabeleça metas. Em quanto tempo desejo envolver-me com Missões ? Quais as minhas metas para os próximos 10 anos ? Estas metas devem ser estabelecidas em oração. Seja realista, e fiel ao que estabelecer.

Defina o tipo de treinamento que você deseja. A ETED tem currículo igual em qualquer base da Jocum no mundo, entretanto existem escolas com Focos específicos, como Missões Urbanas, Comunicação, Ministérios de Misericórdia, TI e outras áreas. Você pode escolher o mais adequado a sua necessidade.

Estabeleça uma rede de relacionamentos. Ao contrário do que alguns pensam, finanças não é o fator que mais tira pessoas do campo missionário. Relacionamentos constitui o primeiro fator. Você irá mais longe se gostar de pessoas e terá menos dificuldades se estabelecer uma rede que estará fielmente com você no campo missionário. Estas pessoas podem ser familiares, amigos, irmãos, igrejas ou outros. Esta rede irá requerer de você também transparência e compromisso de regularmente mantê-las informadas. Formar esta rede antes de sair para o campo não significa que outros não farão parte dela depois. Em sua caminhada missionária muitos o acolherão e abençoarão. Muitas vezes, as pessoas que cooperam com você financeiramente, são aquelas que também oram por você. Isto por uma razão simples : onde estiver o teu tesouro, ali estará o teu coração.

Busque o apoio de sua Igreja e de seu Pastor. Tentativas solitárias de envolvimento missionário geralmente não são a melhor opção. Pacientemente, busque o apoio de sua igreja e pastor, no aspecto de aprovar e abençoar a sua ida, seja para um projeto de curto prazo, ou um projeto de tempo integral em missões.

Busque o apoio dos seus pais. Este é um ponto doloroso para alguns de vocês que lêem este post. Contudo sair para vida missionária sem o apoio dos pais é desobediência ao mandamento com promessa. É a familia que te garante estabilidade. Sucesso é ter naqueles que vivem próximos a mim, os que me amam e respeitam mais. Algo está errado quando aqueles que vivem próximos a você são os que te respeitam menos. Minha familia precisa estar primeiro no meu calendário. Tenha paciência e com perseverança busque o apoio e benção deles. Isto é muito importante.

Planeje o seu orçamento. Saiba de antemão custos da empreitada que lhe aguarda. Inclua gastos com saúde, transporte, educação e demais necessidades básicas. Procure na medida do possível levantar o valor inicial necessário antes de sair para o campo. Torne isto conhecido a sua rede de relacionamentos, e creia que o Senhor suprirá o que você precisa. Não é só o missionário que vive pela fé. O justo deve viver pela fé.

Por Adriano em www.jocumeiros.com

Tem o desejo de fazer  ETED? clique aqui!

Post to Twitter Tweet This Post

Formatura da ETED 2010.1 – AO VIVO

junho 25, 2010 by Tiago Esmeraldo  
Filed under Notícias

Sábado às 20h transmissão da formatura da ETED de 2010.1.
Participe com a gente e veja o que Deus vez na vida de 9 pessoas durante 5 meses.

Post to Twitter Tweet This Post

O Novo Bom Samaritano ?

junho 22, 2010 by Jean Gabriel  
Filed under Artigos, Família, Religião

ubem Alves é um livre-pensador. Ele diz que : “Jesus sabia que as estórias são o caminho para o coração. Por isso contava parábolas. As parábolas de Jesus eram sempre feitas em torno de situações da vida naquela época. Se ele vivesse hoje suas parábolas seriam diferentes.” Assim, ele propõe esta revisão abaixo.

“O Bom Samaritano”

“E perguntaram a Jesus: “Quem é o meu próximo?“ E ele lhes contou a seguinte parábola:Voltava para sua casa, de madrugada, caminhando por uma rua escura, um garçom que trabalhara até tarde num restaurante. Ia cansado e triste. A vida de garçom é muito dura, trabalha-se muito e ganha-se pouco. Naquela mesma rua dois assaltantes estavam de tocaia, à espera de uma vítima. Vendo o homem assim tão indefeso saltaram sobre ele com armas na mão e disseram: “Vá passando a carteira“. O garçom não resistiu. Deu-lhes a carteira. Mas o dinheiro era pouco e por isso, por ter tão pouco dinheiro na carteira, os assaltantes o espancaram brutalmente, deixando-o desacordado no chão.

Às primeiras horas da manhã passava por aquela mesma rua um padre no seu carro, a caminho da igreja onde celebraria a missa. Vendo aquele homem caído, ele se compadeceu, parou o caro, foi até ele e o consolou com palavras religiosas: “Meu irmão, é assim mesmo. Esse mundo é um vale de lágrimas. Mas console-se: Jesus Cristo sofreu mais que você.“ Ditas estas palavras ele o benzeu com o sinal da cruz e fez-lhe um gesto sacerdotal de absolvição de pecados: “Ego te absolvo…“ Levantou-se então, voltou para o carro e guiou para a missa, feliz por ter consolado aquele homem com as palavras da religião.

Passados alguns minutos, passava por aquela mesma rua um pastor evangélico, a caminho da sua igreja, onde iria dirigir uma reunião de oração matutina. Vendo o homem caído, que nesse momento se mexia e gemia, parou o seu carro, desceu, foi até ele e lhe perguntou, baixinho: “Você já tem Cristo no seu coração? Isso que lhe aconteceu foi enviado por Deus! Tudo o que acontece é pela vontade de Deus! Você não vai à igreja. Pois, por meio dessa provação, Deus o está chamando ao arrependimento. Sem Cristo no coração sua alma irá para o inferno. Arrependa-se dos seus pecados. Aceite Cristo como seu salvador e seus problemas serão resolvidos!“ O homem gemeu mais uma vez e o pastor interpretou o seu gemido como a aceitação do Cristo no coração. Disse, então, “aleluia!“ e voltou para o carro feliz por Deus lhe ter permitido salvar mais uma alma.

Uma hora depois passava por aquela rua um líder espírita que, vendo o homem caído, aproximou-se dele e lhe disse: “Isso que lhe aconteceu não aconteceu por acidente. Nada acontece por acidente. A vida humana é regida pela lei do karma: as dívidas que se contraem numa encarnação têm de ser pagas na outra. Você está pagando por algo que você fez numa encarnação passada. Pode ser, mesmo, que você tenha feito a alguém aquilo que os ladrões lhe fizeram. Mas agora sua dívida está paga. Seja, portanto, agradecido aos ladrões: eles lhe fizeram um bem. Seu espírito está agora livre dessa dívida e você poderá continuar a evoluir.“ Colocou suas mãos na cabeça do ferido, deu-lhe um passe, levantou-se, voltou para o carro, maravilhado da justiça da lei do karma.

O sol já ia alto quanto por ali passou um travesti, cabelo louro, brincos nas orelhas, pulseiras nos braços, boca pintada de batom. Vendo o homem caído, parou sua motocicleta, foi até ele e sem dizer uma única palavra tomou-o nos seus braços, colocou-o na motocicleta e o levou para o pronto socorro de um hospital, entregando-o aos cuidados médicos. E enquanto os médicos e enfermeiras estavam distraídos, tirou do seu próprio bolso todo o dinheiro que tinha e o colocou no bolso do homem ferido.Terminada a estória, Jesus se voltou para seus ouvintes. Eles o olhavam com ódio. Jesus os olhou com amor e lhes perguntou: “Quem foi o próximo do homem ferido?“

Rubem Alves, julho de 2002

Vamos lembrar que para os Judeus, os Samaritanos eram considerados inimigos e indignos do Reino de Deus, por serem pecadores e hereges. Quando Jesus contou esta parábola, em sua versão original, ele ofendeu muitíssimo os líderes religiosos judeus ao sugerir que um Samaritano poderia ser “melhor” que um judeu religioso.
O que Jesus tentava ensinar é que todos somos pecadores e, mesmo aqueles que os religiosos consideram os piores pecadores, podem ser melhores que estes religiosos em algumas áreas de suas vidas. Ninguém é melhor que ninguém, mas a Graça de Deus é tudo por todos!
Odiemos o pecado, mas amemos o pecador.

Em: http://reverendomaia.blogspot.com

Post to Twitter Tweet This Post

Deus Não Existe

junho 22, 2010 by Jean Gabriel  
Filed under Artigos, Celebração, Religião

Sim! Deus não existe.
Verdade seja dita.
Não vamos mentir. Vamos contar a verdade:

Deus, de fato, não existe. Jamais existiu, pois Deus É!

Existência pressupõe início. Existência pressupõe uma não existência anterior à existência. Deus jamais teve um início, portanto, Ele não existe. Ele simplesmente É.

Se Deus existisse, Ele teria sido criado de algo, do anterior a Deus, para que Ele pudesse vir a existir. Seria o deus de Deus. Mas não há nada antes. Deus não está na esfera do existível ou do inexistível. Deus não existe nem sequer deus inexiste, posto que Ele simplesmente É.

Conforme os astrônomos, o Universo “nasceu” há 13 bilhões de anos… Nem sei o que são 13 bilhões de anos… Se a ciência diz que o Universo nasceu, pressupõe-se que ele não existia e que este infinito foi criado de algo, do algo-anterior. Assim podemos inferir que talvez existam outros universos infinitos sendo criados neste momento e outros sendo extintos. Infinitos de infinitos que existem e inexistem. Deus não cabe nos universos, pois Ele não existe, assim como os universos existem. Deus É! Ele é Deus, nada mais, nada menos.

Não há como provar a existência de Deus, pois ao prová-la nós o negaríamos, já que se Ele existe, significa que foi criado, se foi criado, não mais é Deus, mas um ser criado por outro ser-deus de Deus.

Querer provar a existência de Deus é, além de ridículo, um tipo de negação ao próprio Deus, posto que Ele não existe, mas É. Querer dissertar sobre a não existência de Deus é igualmente ridículo e inútil, posto que o próprio Deus jamais disse existir. A existência ou não de Deus está presente apenas na limitada mente humana, que existe e por isso não consegue quebrar o paradigma da existência ou não-existência, posto estar acostumada ao tangível, ao provável. Os Deuses das religiões são invenções humanas, já que estes existem, mesmo que nas mentes. Muitas vezes até o Cristianismo sofre desta miopia. A existência pressupõe início e fim, portanto, pressupõe o fator tempo. Mas como Deus não existe, Ele está fora desta linha do tempo, pois Ele apenas É. Ele assiste ao tempo, estando fora deste, posto ser o tempo uma criação Dele. Se Deus existisse, Ele estaria dentro do tempo, que é uma criação, portanto Ele teria sido também criado pelo deus de Deus, o que seria uma negação de Deus.

Jesus jamais quis provar a existência de Deus.

Em seu encontro com Deus, relatado no terceiro capítulo de Êxodo, Deus diz a Moises:

“EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós.”

Ele É!

Nele tocamos pela fé. Nada mais!

Extraído de: http://reverendomaia.blogspot.com/

Post to Twitter Tweet This Post

Mais um domingo nas igrejas evangélicas

junho 22, 2010 by Jean Gabriel  
Filed under Artigos, Economia, Governo, Religião

Domingo, nas igrejas as pessoas pedem ou agradecem o emprego, a saúde, o carro, a casa como se Deus os tivesse dado, interferindo na realidade e lhes dando melhor sorte. Talvez pelo fato de se consideram filhos de Deus.

Gostaria mesmo de entender isto. Pois distante disto, um garoto, que não tinha 40 centavos, não aconteceu nenhuma interferência divina na realidade dele, para que tivesse uma melhor sorte. Como funciona esta balança de milagres, intervenções?

Talvez você diga que ele não era cristão. Mas se Jesus disse que das crianças é o Reino de Deus, isto não lhe merecia uma graça?

A minha melhor respostas é: Deus o ama, mas ele criou um mundo com a liberdade que esta amor exige. A possibilidade de se ter uma vida boa ou ruim. Mas ambas são frutos das escolhas humanas e não divinas. O que o fez não ter 40 centavos, foi uma realidade que o homem tem criado de geração em geração, a qual, exclui milhões de homens, mulheres e crianças do mínimo de dignidade.

Cabe a igreja, mudar esta realidade e não esperar as interferências divinas pois Deus já a fez quando tabernaculou no nosso meio como Jesus.

As crianças clamam por uma vida de dignidade … e a igreja não se tornou esta voz nas cidades e nem sua amplificação para os outros ouvirem.

Mas hoje é domingo. Vamos nos preparar para cantar algumas músicas, ouvir uma palavra de bençãos e vitórias e voltemos para os nossos lares. Claro, se você for um filho de Deus com uma melhor sorte e benção de ter uma casa.

Policial joga garoto indiano de trem em movimento por não ter R$ 0,40
da Folha Online

Médicos tiveram que amputar a perna de um garoto indiano de 13 anos que foi jogado de um trem em movimento por um policial, informaram autoridades neste domingo. A suspeita é de que o menino, que vendia comida no trem, não tinha dinheiro para pagar suborno ao agente, afirma reportagem da CNN.

Mohammed Salahuddin teve a parte da perna abaixo do joelho amputada pelos graves danos causados durante a queda, informou Amit Lodha, superintendente de polícia citada pela rede de TV.

A imprensa local afirma que Salahuddin foi lançado para fora do trem na quinta-feira passada (10) porque não tinha o valor equivalente a R$ 0,40 para o suborno ao policial para que pudesse continuar vendendo comida nos vagões.

Lodha afirmou à CNN, contudo, que o policial negou as alegações. Ele foi preso neste domingo por tentativa de assassinato.

Extraído de: http://foradazonadeconforto.blogspot.com

Post to Twitter Tweet This Post

ETED 30 de Julho 2010

junho 20, 2010 by Tiago Esmeraldo  
Filed under Destaques

Estamos em um tempo da história em que será determinante a ação missionária protagonizada pelos jovens: “A QUARTA ONDA DE MISSÕES”.

O Brasil tem uma grande responsabilidade nesse novo cenário mundial e você pode ser usado por Deus para realizar a Sua vontade nessa geração.

Diante da necessidade de mudança na forma como abordar a população urbana pós-moderna para proclamar as Boas Novas, a ETED Missões Urbanas oferecerá treinamento pra quem reconhece a urgência de sermos resposta a essa realidade.

Queremos te desafiar a participar dessa escola.

Mas o que é ETED?

A Escola de Treinamento e Discipulado, ETED, é a escola inicial oferecida por Jovens Com Uma Missão, JOCUM.

É uma escola que existe em praticamente todas as partes do mundo, servindo de referencial para todos aqueles que desejam ingressar na missão em curto, médio ou longo prazo.

É sua chance de experimentar vida com Deus como nunca antes. É uma intensa, recompensadora e também divertida experiência de cinco meses de aprendizado – três meses de treinamento teórico com aulas, workshops e ministrações e dois meses de experiência missionária prática viajando por locais do Brasil e ou do mundo levando a mensagem do evangelho de maneira dinâmica e criativa.

Você não apenas estuda a palavra de Deus mas descobre como torná-la prática em sua vida, aprendendo a ouvir a voz de Deus e deixando que Ele mude seu coração. A ETED é o início de uma vida de intensa busca a face de Deus, é conhecer a alegria de ter intimidade com o criador.

O melhor de tudo é que a eted busca formar obreiros para missões tanto local quanto transcultural, portatanto você pode seguir adiante,ir para o próximo nível. Ficar e envolver-se mais em missões,criando ou participando de projetos e recebendo o treinamento que ajudará você a mudar e influenciar o mundo.

Portanto:

ETED não é um curso estritamente teológico, pois seu currículo é formado por estudos práticos de aplicação à vida do aluno, que visam mais a formação do que a mera informação.

ETED não é um curso de cura interior, restauração da alma ou cura de memórias, pois cremos que estas coisas são fruto do relacionamento com Deus e do processo de santificação na vida do cristão.

ETED não é um curso estritamente missiológico, apesar do envolvimento com missões durante a escola, isto não significa que o estudante após o curso já esteja pronto para trabalhar em outras culturas e sociedades. (Para isto, JOCUM tem treinamentos específicos na área de lingüística e missões transculturais)

O que é recomendado para se fazer ETED?

• Ser maior de idade;
• Ser membro de uma igreja, recomendado pela liderança da igreja que faz parte;
• Ser cristão por pelo menos dois anos

Se o seu coração queima por missões e você se encaixa nos pré-requisitos acima, entre em contato conosco ou faça o download dos formulários aqui.

Recomendamos que os que tem interesse leiam o artigo “Antes de Fazer ETED”

Escreva para eted@jocumdf.com

Post to Twitter Tweet This Post

Viagem Avante Cuba

junho 18, 2010 by Jean Gabriel  
Filed under Notícias

No mês de julho enviaremos uma equipe de missionários para Cuba com o intuito de promover um curso  transcultural para brasileiros e cubanos, serão 3 semanas de período teórico com professores de diferentes nações  na cidade de havana e 1 semana de período prático nas regiões central e oriental de cuba.

pedimos que voce interceda conosco pela segurança dos líderes e participantes brasileiros e cubanos, pelos vistos e passagens.

Você pode ajudar no envio doando suas milhas aéreas (são necessárias apenas 20.000 milhas e você pode contribuir com quanto quiser.)

para mais informações ligue para (61) 3434-0671  e  fale com Maxwel

ou mande uma mensagem no quadro abaixo

Contato
  1. (required)
  2. (valid email required)
  3. (required)
 

cforms contact form by delicious:days

Post to Twitter Tweet This Post

Sua Igreja é uma Igreja Missionária?

junho 18, 2010 by Jean Gabriel  
Filed under Artigos, Religião

Uma palavrinha aos crentes que nos visitam. Houve uma época em que a igreja onde passei a infância contou ter mais de 50 missionários servindo na JOCUM, fora seminaristas e os que trabalhavam em outras agências. Ao todo chegamos perto de 100. Penso que 100 missionários é um número expressivo, para uma igreja de 800 membros. Isto fazia de nós uma igreja missionária? Naquela época, eu acreditava que sim. Contudo não são estes números que fazem de uma igreja uma comunidade missionária.

Mas o que é uma Igreja Missionária ?
Vamos aos fatos. Uma Igreja Missionária prioriza missões. E missões é o Reino de Deus em movimento, em expansão. Na sua agenda esta prioridade vem primeiro que a construção do anexo de educação religiosa, que a compra do ônibus, que a reforma do templo. Afinal de contas, não levaremos nada disto para a eternidade. Me perdoe pela franqueza, mas vai ficar tudo aí pro anticristo fazer o que quiser (se você for pré-tribulacionista… se não for, “os elementos se desfarão abrasados” mesmo). Mas, não me apedrejem ainda, esperem pelo menos até o último parágrafo. Isto não quer dizer que uma igreja missionária não tenha templo, anexo de educação religiosa, ou ônibus. Significa que na agenda desta igreja nenhuma destas coisas está ou estará acima de sua responsabilidade missionária.

Uma Igreja Missionária vai ao campo.
Ela não se contenta com informações de teóricas de “ouvir falar”, mas busca dar aos seus membros uma experiência real de missões. Ela procura ir ao campo, seja na comunidade local, regional, em âmbito nacional ou transcultural. Neste aspecto, a igreja pode investir em viagens missionárias de curto prazo, nas férias por exemplo, para aqueles que não dispõem de muito tempo. É uma oportunidade de visitar comunidades, fortalecer frentes de trabalho, ou apoiar trabalhos de outras organizações. Outro detalhe importante, é que sua Igreja não precisa reinventar a roda. É possível envolver-se com outras iniciativas em parceria com Agências Missionárias, e/ou outras igrejas. Este tipo de envolvimento “oxigena” a igreja. Os que participaram, voltam empolgados e contagiam outros.

Uma Igreja Missionária ora.
Não estou falando daquela oração silenciosa no quarto domingo de cada mês, antes do encerramento da Escola Dominical. Nem do momento missionário no culto do 3º Domingo à noite. Estou falando de esforço contínuo de oração. Constante, criativo, contagiante, e estratégico. O exemplo dos irmãos Morávios em seus 100 anos de oração initerrupta precisa nos inspirar. Constante, pois precisa acontecer initerruptamente, criativo, porque verdadeira intercessão é qualquer coisa menos monótona, contagiante porque deve convidar outros ao envolvimento e estratégica, porque é importante saber pelo que orar.

Uma igreja Missionária Envia.
A Igreja de Antioquia é um exemplo. Não tinha qualquer pretensão de guardar para sí os seus melhores membros. Muito pelo contrário, preocupa-se em ouvir a voz de Deus, e separa dois dos seus melhores para a tarefa. E que dupla ! Se Paulo e Barnabé fosse membros de sua igreja, você os enviaria para o campo missionário? A Igreja comprometida com a obra missionária não tentará enviar quem esta sobrando, ou quem está criando problemas, mas quem está produzindo para assim produzir mais.

Uma igreja Missionária Sustenta.
Aqui existe uma matemática simples. Jesus disse: onde estiver o teu tesouro aí estará o teu coração “. Muitas igrejas não cooperam financeiramente com missões porque o coração deles não está em missões! O coração está onde o tesouro está. Uma Igreja missionária, está envolvida também financeiramente, com a obra missionária, pois sabe da importância do que esta fazendo. Seu coração está em missões, por isto, seu tesouro também está lá.

Uma Igreja missionária reconhece a sua vocação missionária e dá a esta espaço para crescimento. Neste processo de desenvolvimento é importante ter um norte, um objetivo. É ai que entra o Conselho Missionário. Mas sobre isto falo num outro artigo.

Abraços,

por:  Adriano Estevam em www.estevam.org

Post to Twitter Tweet This Post

As Bolsas e as Vidas

junho 17, 2010 by Jean Gabriel  
Filed under Artigos, Economia, Governo

“Eu me pergunto com que artifício psicológico
conseguimos sobreviver diariamente, dormir,
sonhar, enquanto milhões morrem por lhes faltar
o mínimo, o mais essencial e simples”

Para mim, bilhões e trilhões serviam para contar estrelas. De repente, essas cifras saem da TV ou do computador, para cair no meu colo: quase achei que o mundo ia se acabar, que a derrocada estava se instalando. Foi então que governos, bancos centrais e demais instituições financeiras começaram a soltar dinheiro. Dilúvio de grana entrando pelos bolsos que a tragédia das bolsas, alimentada por incompetência, arrogância, ganância e, dizem, medo, tinha esvaziado.

Bilhões, trilhões escorrem por aí, fazendo mais uma vez bancos e semelhantes estufarem bolsos e peitos. Voltou a confiança, o mundo talvez esteja salvo, nós estamos salvos. No momento em que escrevo, começa algum alívio, gente otimista fala até em euforia. Voltou a confiança, dizem, o que faltava era confiança. Os mais realistas mencionam o efeito do abalo não mais na área financeira, mas na nossa vida. Leio que a previsão para os próximos anos é de mais 20 milhões de desempregados no mundo.

De repente, espantada, em vez de alegrinha, lembrei-me de que essa mesma falsíssima generosidade socorrista poderia estar salvando da morte pela fome milhões, quem sabe bilhões, de seres humanos. Por que a ninguém ocorreu inundá-los com essas torrentes de dinheiro, para que não morressem miseravelmente de fome e abandono, diante dos nossos olhos, exibidos por jornal, internet e televisão?

Mas não foi para esse detalhe aborrecido (quem quer ainda contemplar aqueles corpos esqueléticos, os olhos imensos e desesperados, dos famintos deste mundo chato?) que se usou a inimaginável riqueza que salvaria bancos, banqueiros e empresas. Não muito longe, mas aqui mesmo, em nosso planeta, seria preciso talvez bem menos riqueza do que essa que agora se derrama, para que milhões de pessoas deixassem de morrer de fome, tivessem casa, roupa e saúde. Ninguém faz o suficiente, explodem os presidentes de organizações humanitárias, avisam os jornalistas que por lá se aventuram, reclamam os médicos compassivos e pessoas que não podem tapar olhos e ouvidos para tão desmedida calamidade.

Eu me pergunto com que artifício psicológico conseguimos sobreviver diariamente, dormir, sonhar, transar, comprar, conversar, negociar, tendo essa riqueza toda armazenada, enquanto milhões morrem por lhes faltar o mínimo, o mais essencial e simples. Crianças esqueléticas cobertas de moscas, que, com o olhar vidrado, ainda respiram, enquanto bilhões circulam, trilhões, em bolsos e bolsas privilegiados. Mas nós continuamos vivendo. Achamos que não temos nada com isso – o que é que eu posso fazer, afinal? São vidas humanas, é verdade, mas… E quando foram bolsas, bancos, valores não morais, todos os responsáveis se agitaram, sacudiram os ossos ou as banhas e, assustados, soltaram dinheiro.

Ainda se fala em “volatilidade”, mas reina uma certa alegria porque as bolsas sobem, os bancos se salvam, tudo está quase resolvido, ainda mais por aqui, onde não haverá mais do que umas ondinhas bestas. Verdade que milhões continuam morrendo, agora mesmo. Não pela peste negra, não pela bomba atômica, mas porque lhes falta pão, remédio, interesse. Parecem uns bichos incômodos, não cavalos de raça, não cachorros de madame, não touros reprodutores: suas imagens chateiam como as dos cavalos de carrocinha nas regiões urbanas, surrados até a exaustão, ou as dos meninos magricelas que nos importunam na esquina. A gente desvia o olhar, mas agora sabemos que o dinheiro existe, tanto que nós, pobres mortais, nem conseguimos avaliar. Estava guardadinho, e agora escorre para os bolsos que vão de novo agilizar as bolsas, enquanto as vidas continuam se consumindo, milhões e milhões, aqui mesmo neste mundo globalizado.

Por Lya Luft

Extraído de veja 29 de outubro de 2008

Post to Twitter Tweet This Post