JOCUM DF – Nova Base

maio 31, 2009 by Tiago Esmeraldo  
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O motivo desta é falar de um momento muito importante que estamos vivendo. Muito além da provisão de um teto sobre nossas cabeças é o propósito de lutarmos para estabelecermos um local físico para nossa base missionária. Contato: contato@jocumdf.com 61 3434-0671 61 – 8463-4741

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A Missão Urbana da Igreja de Antioquia da Síria (II)

maio 30, 2009 by Lucas Mota  
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A. Testemunho para Todos

Esta igreja foi “plantada em Antioquia entre Judeus e Gregos” (Towner 1998:422). Os receptores desta mensagem foram Judeus e Gregos. “Não anunciando a ninguém a palavra, senão somente aos judeus” (At. 11:19) deve ser entendido debaixo de dois conceitos da teologia de missão de Lucas. A frase “primeiro aos Judeus, e depois aos Gentios” não tem nada a ver com exclusividade, mas prioridade. E também tem a ver com o tema continuidade e descontinuidade da igreja (ou povo) como agente da missão. Lucas entende o papel dos Judeus e da igreja de Jerusalém neste processo (continuidade), mas também entende que o evangelho não esta confinado aos Judeus e a igreja de Jerusalém (descontinuidade). Por isso é que também somos informados por Lucas que “alguns deles, porém, que eram de Chipre e Cirene, e que foram até Antioquia, falavam também aos gregos” (At. 11:20). Anunciavam a mensagem – qual mensagem? A mensagem “do evangelho [boas novas] do Senhor Jesus” (At. 11:20).

Se a igreja existe para ser um agente missionário para levar as boas novas do Senhor Jesus para todos, portanto ela deve proclamar a inclusão, universalidade cruzando barreiras raciais, sociais, étnicas, culturais, transculturais, buscando os não-alcançados. Este foi o exemplo do testemunho desta igreja, entendendo que a vocação missionária da igreja é para todos!
B. Testemunho Contextualizado, Centrado na Proclamação do “Senhor Jesus”

Esta é a segunda vez que Lucas usou a expressão “Senhor Jesus” relacionada ao evangelismo em Atos. Lucas usou a mesma expressão antes, porém com significado e aplicação diferente. “Esta igreja testemunhou o evangelho [boas novas] do Senhor Jesus” e “muitos, crendo, se converteram ao Senhor” e “muita gente se uniu ao Senhor” (Atos 11:20-21, 24). É claro que o conteúdo da mensagem é o mesmo (O evangelho). Porém, eu creio que a expressão Senhor Jesus era a mais contextualizada para as pessoas da cidade de Antioquia da Síria, porque esta igreja estava atingindo um tipo de pessoas (Gregos) que não possuíam um entendimento teológico, como os Judeus. Eis porque, em minha opinião, Lucas não esta falando de conceitos teológicos como o Reino de Deus, Messias, Cristo, o Filho do Homem, o Santo, nomes com significado para a audiência judaica. Ë importante observar que “o termo Senhor possuía diferentes significados no mundo Helenístico, quando, como disse Paulo, há muitos deuses e muitos senhores (1 Co. 8:5). Em Antioquia o título Senhor estava em uso corrente pelos pagãos para designar os deuses que eles adoravam tais como Isis e Serápis, e o imperador Romano era aclamado como Senhor no ritual do culto ao imperador” (Crowe 1997:105).

Desta forma, a igreja de Antioquia da Síria, sabendo deste contexto descrito acima a respeito da expressão Senhor, toma proveito para introduzir o evangelho, apresentando Jesus como Senhor Jesus. A tarefa missionária que não leva em consideração o contexto corre o risco de ser ineficaz e indiferente. Por outro lado, a tarefa missionária que se contextualiza sem missão não passa de inserção na cultura. Missão e contexto são inseparáveis. Essa igreja proclamou o evangelho do Senhor Jesus. Jesus é a contextualização do evangelho para todos os povos!

C. Testemunho Sacrificial e Doador

A igreja de Antioquia não entrou em conflitos teológicos entre proclamação e ação social. Ela não proclamou em termos de palavra apenas. Agabo previu, pelo Espírito, que viria uma severa fome por todo o mundo, isso no período do reinado de Cláudio (At. 11:28). Como resultado, “os discípulos, cada conforme as suas posses resolveram enviar socorro aos irmãos que moravam na Judéia; o que eles, com efeito, fizeram enviando aos presbíteros por intermédio de Barnabé e Saulo” (At. 11:29-30).

Muito provavelmente esta igreja conhecia o significado de necessidade. Ela sofreu com a falta de recursos financeiros quando ela estava sendo plantada. Porém agora, já que a igreja mãe estava em necessidade, é a igreja que foi perseguida que se levanta para ajudar. Que alegria para esses presbíteros da igreja de Jerusalém poder receber pelas mãos de Barnabé e Saulo a oferta dos cristãos Antioquinos! (AT. 11:30).

Missão e sacrifício parecem ser um binômio que não pode ser separado na vida da igreja. Nem todo sacrifício que a igreja faz resulta em missão, mas toda ação missionária implica em sacrifício, quer seja ele financeiro, pessoal, coletivo, emocional, etc. Sem a perspectiva do sacrifício a igreja corre o risco de perder a fé, de ver o além; o além de si mesma e o além das possibilidades. O sacrifício é um dos termômetros mais precisos para mostrar o quanto a igreja esta perto ou longe da práxis de Jesus. O compromisso da igreja com a missão de Jesus esta em proporção direta com sua práxis sacrificial. Esta por sua vez, determinará ou não o quanto ela é uma igreja missionária, encharcada da presença de Jesus.

O Alcance Missionário
A igreja de Antioquia da Síria tinha um enorme senso de missão. Essa igreja entendeu que missão é a razão da sua existência. Ela, uma filha de Jerusalém e da perseguição, tornou-se a mãe de tantas outras igrejas, como resultado do seu esforço de enviar e suportar tantos missionários. Nesta igreja nós vemos não somente seu trabalho missionário, mas também o trabalho missionário do Espírito Santo. Enquanto eles estavam servindo (adorando) ao Senhor, e jejuando, o Espírito Santo disse, “Separai-me agora a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado. Então, jejuando e orando, e impondo sobre eles as mãos, os despediram” (Ac. 13:2-3).

Assim, Antioquia da Síria torna-se a base para os missionários, e não Jerusalém. No regresso dos missionários, e suas viagens, eles retornavam a Antioquia. “E, tendo anunciado a palavra de Deus em Perge, desceram a Atália, e dali navegaram para Antioquia, onde [base] tinham sido recomendados pela graça de Deus para a obra que haviam já cumprido. Ali chegados, reunida a igreja, relataram quantas coisas fizera Deus com eles, e como abrira aos gentios a porta da fé. E permaneceram não pouco tempo com os discípulos” (At. 14:26-28). Em seguida, no final agora da segunda viagem missionária, Paulo “tendo chegado a Cesaréia, desembarcou, subindo a Jerusalém e, tendo saudado a igreja, desceu para Antioquia”. Havendo passado ali algum tempo, saiu, atravessando sucessivamente a região da Galácia e Frígia, confirmando todos os discípulos” (AT. 18:22-23).

Nós podemos aprender com esta igreja que o alcance missionário tem algumas fundações: o Espírito Santo, adoração, jejum e oração, investimento de autoridade e envio.

Espírito Santo e missão são inseparáveis. Mesmo correndo o risco de uma generalização, creio que a igreja missionária é aquela que ouve e se move debaixo da ação do Espírito. Para isto, é necessário que a igreja esteja aberta para as manifestações do Espírito.

Conclusão

Um dos meus professores, no Fuller Theological Seminary, destaca sete características desta igreja, as quais são muito relevantes para a nossa práxis hoje. São elas:

-Ênfase evangelística;

-Pastorado Encorajador;

-Liderança Plural;

-Ensino Profético;

-Servir Sacrificial;

-Adoração Autêntica;

-Missão iniciada pelo Espírito (Hansen 1998a:n.p.).
Estas características nos revelam o quanto a igreja de Antioquia da Síria discerniu sua missão urbana, na realidade do seu contexto cultural e transcultural. Se a igreja de Jerusalém é conhecida como a Igreja Mãe do Cristianismo, por sua vez a igreja de Antioquia da Síria tornou-se conhecida como a Igreja Mãe do Mundo Gentílico, tornando-se um modelo de missão urbana. Foi este modelo que Barnabé e Paulo tinham em mente para plantar outras igrejas nas cidades que eles passaram. Esse mesmo modelo impulsionou Paulo para ser um missionário urbano, focalizando os principais centros urbanos do seu tempo, como: Antioquia da Pisidia (o centro civil e militar Galácia), Filipos (a colônia e a cidade lider do distrito da Macedônia), Tessalônica, um emergente centro urbano cosmopolitano, Atenas (a cidade cheia de deuses), Corinto (a junção entre Leste e o Oeste), Éfesos (a guardiã do templo da grande Artemis), Roma (a cidade chefe do império Romano). Não deveria também este modelo impulsionar nossa missão urbana hoje?
Autor: Jorge Barro
Fonte: MIAF

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Jim Stier – História da JOCUM Brasil

maio 29, 2009 by Tiago Esmeraldo  
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Institucional DF

maio 29, 2009 by Tiago Esmeraldo  
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EMU-Escola de Missões Urbanas

maio 29, 2009 by Tiago Esmeraldo  
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ETED

maio 29, 2009 by Tiago Esmeraldo  
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Metástase

maio 29, 2009 by Tiago Esmeraldo  
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ETED-DTS

maio 29, 2009 by Tiago Esmeraldo  
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Impacto no Distrito Federal – de 12 à 22 de Julho

maio 27, 2009 by Tiago Esmeraldo  
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Devido a grande maioria dos votos na nossa enquete ter sido direcionada para Brasília escolhemos realizar a mobilização de inverno na cidade satélite Planaltina DF de 12 a 22 de Julho de 2009.

Teremos muitas novidades: Novas estratégias em evangelismo através das artes (teatro pantomima, música, circo e dança) ação e consolidação, interatividade missionaria com outras nações através do sistema Gênesis de vídeo conferencia além de muitas surpresas para vocês.

Atividades evangelísticas em diferentes locais do Distrito Federal e Goiás uma oportunidade única para você se conhecer melhor, e descobrir todo o seu potencial em desenvolver atividades para Deus.

Custará apenas R$ 200,00 mas ofereceremos um desconto especial para quem se inscrever até o dia 15/06.

Baixe o formulário:
Ligue para maiores informações: (61) 3434-0671

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ATINI, O Que É?

maio 27, 2009 by Lucas Mota  
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ATINI – VOZ PELA VIDA é uma organização sem fins lucrativos, sediada em Brasília – DF, reconhecida internacionalmente por sua atuação pioneira na defesa do direito das crianças indígenas. A Atini é formada por líderes indígenas, antropólogos, lingüistas, advogados, religiosos, políticos e educadores, e nutre profundo respeito pelas culturas indígenas.

Um pouco de história
Atini significa “voz” na língua suruwahá. Nosso movimento se inspirou na luta de uma mulher indígena, Muwaji Suruwahá, que levantou sua voz com coragem a favor de sua filha Iganani. A menina tem paralisia cerebral, e por isso estava condenada à morte por envenenamento em sua própria comunidade. Muwaji desafiou a tradição de seu povo e ainda a burocracia do mundo de fora para manter sua filha viva e garantir seu tratamento médico.

O caso de Muwaji alcançou repercussão nacional quando ela foi entrevistada pelo programa Fantástico, da Rede Globo, em outubro de 2005 – comovendo o país quando afirmou, em rede nacional, que seria capaz de renunciar à convivência com seu povo para garantir o tratamento médico de sua filha. Felizmente isso não foi necessário e hoje Iganani é paciente da Rede Sarah de Hospitais. Ela e sua mãe alternam períodos na aldeia suruwahá com períodos de reabilitação em Brasília.

Missão
Nossa missão é erradicar o infanticídio nas comunidades indígenas, promovendo a conscientização, fomentando a educação e providenciando apoio assistencial às crianças em situação de risco e àquelas sobreviventes de tentativas de infanticídio.

Valores

* Priorização da criança e defesa do seu direito inalienável à vida.
* Participação de indígenas em todas as etapas de planejamento e execução dos objetivos.
* Respeito e valorização da cultura e das práticas tradicionais indígenas, desde que em conformidade com os direitos humanos reconhecidos no âmbito nacional e internacional.
* Respeito e valorização da dignidade do indivíduo, sem discriminação de natureza alguma.
* Transparência na prestação de contas em todas as áreas de atuação.

Conheça abaixo as crianças atendidas pela ATINI e suas famílias.

A família de Amalé

Kamiru Kamaiurá salvou a vida do menino Amalé, que havia sido enterrado vivo em sua aldeia no Mato Grosso. Amalé sobreviveu, mas sofre de um tipo raro de anemia e é dependente de transfusões de sangue mensais. Kamiru procurou a ATINI no final de 2006, depois de viver por vários anos perambulando entre sua aldeia em mato Grosso, hospitais, e as casas de saúde indígenas de Brasília e de Canarana. Amalé vivia sofrendo internações constantes e estava muito debilitado. Kamiru queria um lugar onde pudesse residir com o Amalé por um período mais prolongado para que ela pudesse se dedicar aos cuidados de saúde que ele precisava. Na casa de saúde indígena ela não queria continuar porque não era um local adequado para eles morarem por tempo indefinido.

Amalé
Kamiru foi recebida na Casa da ATINI em fevereiro de 2007 e a vida de Amalé melhorou muito desde então. Hoje ele ainda é acompanhado pela equipe médica do Hospital de Apoio de Brasília, onde faz transfusão de sangue todo mês, mas nunca mais precisou ficar internado. Kamiru tem consciência que a doença de Amalé é incurável e que ele provavelmente vai ter que viver na cidade pelo resto da vida. Amalé é um menino muito esperto, adora estudar e chora quando precisa faltar aula para ir ao hospital. A história de Amalé foi contada na reportagem O garoto índio que foi enterrado vivo da Revista Isto é.

Kamiru cuida também de sua neta Kamila, que vive com ela em Brasília devido a problemas familiares na sua comunidade. Kamila tem 4 anos, é linda e inteligente, e sempre que pode visita a mãe na adeia.

A família de Iganani
Muwaji Suruwahá tem 31 anos de idade e vive fora de sua comunidade indígena desde 2005, quando decidiu procurar ajuda médica na cidade para sua filha Iganani, que nasceu com paralisia cerebral. Muwaji teve que escolher entre sacrificar a filha ou deixar sua comunidade – e decidiu pela vida de Iganani.
IgananiComo Muwaji é viúva, ela não tinha como deixar na aldeia seu filho Ahuhari , na época com 9 anos de idade. Além disso, Muwaji é responsável pela sua sobrinha Inikiru, que é órfã de pai e mãe e não tinha ninguém que cuidasse dela na aldeia. Inikiru é sobrevivente de infanticídio e faz acompanhamento psicoterapêutico para superar os traumas de sua história – três de seus irmãos foram vítimas de infanticídio e seus pais se suicidaram.
Muwaji e sua família vivem hoje em Brasília, sob os cuidados da ATINI, com conhecimento da FUNAI e da FUNASA. Iganani faz acompanhamento médico no Hospital da Rede Sarah. Ahuhari e Inikiru estudam na Escola Classe da Granja do Torto, que tem um excelente programa de inclusão social para crianças indígenas. Inikiru já está alfabetizada e Ahuhari foi indicado para participar de um programa especial para crianças super-dotadas, pois ele desenha divinamente bem.

Muwaji pretende retornar com sua família para a aldeia assim que Iganani conseguir aprender a andar. Enquanto isso, eles visitam seus parentes no Amazonas uma vez por ano.

Família de Kanhu Raka
Macau e seu sogro Kotok Kamaiurá procuraram a ATINI em 2007 para pedir ajuda. A pequena Kanhu Raka, filha de Macau, estava muito doente. Ela estava muito fraca, tinha perdido a capacidade de andar e vivia isolada da comunidade, reclusa numa câmara escura dentro da maloca comunal. Eles pediram que a ATINI providenciasse uma casa em Brasília para que Kanhu pudesse se tratar no Hospital Sarah.

Kanhu RakaEm agosto Macau e sua esposa Juruka mudaram-se para Brasília com suas outras crianças. Kanhu Raka não pode se tratar no Sarah, como desejava seu pai, mas hoje ela é paciente do Instituto Genoma, em São Paulo, que diagnosticou sua doença – distrofia muscular progressiva. Ela faz fisioterapia diariamente, toma medicamentos específicos, faz uso de cadeira de rodas e órteses, e viaja regularmente para São Paulo para acompanhamento no Genoma. A família gosta muito dela e quer permanecer junto com ela o máximo possível, pois sabem que a doença de Kanhu não tem cura e é progressiva.

Além da Kanhu, Macau e Juruka cuidam de suas outras duas filhas, Lila e Letícia, e do seu único filho homem, Kotok. Lila tem muita habilidade para dança e por conta disso ganhou uma bolsa de estudos na escola particular, onde é muito querida pelos professores e pelos coleguinhas.
Enquanto estão em Brasília, Macau é responsável também por seus sobrinhos Jawakatiru e Makaruti. São dois pré-adolescentes que viviam em Brasília há vários anos com seus pais, na Casa de Saúde Indígena, mantida pela FUNASA, .Toda a família morava nesta instituição por conta do irmãozinho mais novo, Gil, ser portador de síndrome de Down, e não poder retornar à área indígena.

Morando na CASAI, Jawakatiru e Makaruti ficavam expostos a todo tipo de doença, e não frequentavam escola há anos. Quando Macau se mudou para Brasília, decidiu cuidar dos sobrinhos para que eles tivessem uma vida mais digna e também oportunidade de estudar. Makaruti e Jawakatiru estudam na Escola Classe da Granja do Torto e vão voltar à aldeia quando seus pais, Apahu e Kapitalalu, que vivem ainda na CASAI, autorizarem.

A família de Mayutá

Paltu e Carol Kamaiurá são os pais do menino Mayutá, de 2 anos de idade. Mayutá tinha um irmão gêmeo que foi sacrificado logo após o parto, na aldeia Kamaiurá. Com a ajuda do pai, Paltu intercedeu para que pelo menos um dos filhos fosse poupado, por isso Mayutá sobreviveu. MayutáDepois deste acontecimento traumático para a família, Paltu decidiu sair da aldeia e se mudar para Brasília para continuar seus estudos.
Hoje Paltu faz mestrado em Linguística na UNB e mora em uma das casas da ATINI na Asa Norte. Paltu e Carol têm mais dois filhos – Tamanuá e um bebê, que são também atendidos pelo programa de apadrinhamento da ATINI. O drama de Paltu já foi relatado na Folha de São Paulo, na matéria Infanticídio põe em cheque respeito à tradiçao indígena .

Família da Hakani

Edson e Márcia Suzuki são linguistas e atuaram por muitos anos como missionários da JOCUM, desenvolvendo projetos sociais entre os povos da amazônia. Viveram com os suruwahá por muitos anos e desenvolveram profundos laços de amizade com o povo. No ano 2000 Bibi Suruwahá entregou a eles sua irmãzinha Hakani, em estado grave, profundamente desnutrida, e incapaz de andar e de falar. A menina já tinha 5 anos de idade, mas pesava apenas 7 quilos e media 69 centímetros. Os pais de Hakani haviam se suicidado e a menina quase foi enterrada viva por conta de sua deficiência. Seu irmãozinho Niawi, que apresentava os mesmos sintomas, havia sido enterrado vivo diante da comunidade.

Edson e Márcia Suzuki retiraram Hakani da área indígena com autorização da FUNASA e levaram-na para Porto velho, onde iniciou seu tratamento médico. O diagnóstico foi hipotireoidismo, raquitismo e desnutrição. Com tratamento médico adequado, muito amor e cuidados, Hakani começou a reagir. Em pouco tempo aprendeu a andar e falar, mas iria precisar de tratamento médico pelo resto da vida. Suzuki e Marcia deram entrada no processo de adoção no Juizado da Infância em Porto Velho e conseguiram a adoção legal de Hakani, que passou a se chamar Ana Hakani dos Santos Suzuki.

HakaniHoje a família vive em Brasíla – Hakani cursa a 4ª série no Colégio Leonardo Da Vinci e seus pais coordenam os trabalhos da ATINI. A história de Hakani foi relatada na matéria Crimes na floresta da revista Veja, e na matéria A segunda vida de Hakani do jornal Correio Braziliense.

Família Ticuna

Eli e Anita Ticuna se mudaram para Brasília na início de 2006, para trabalhar como colaboradores da ATINI. Antes disso eles viveram no Rio de Janeiro onde cursavam a faculdade e coordenavam um programa para jovens estudantes indígenas. Eli Ticuna é um líder indígena respeitado, vice-presidente do CONPLEI, e muito solicitado como palestrante em várias partes do Brasil.

TicunaHoje, vivendo em Brasíla, Eli está concluindo sua graduação em Administração de Empresas e Anita está cursando mestrado em Linguística na UNB. Eli e Anita têm 4 filhos, os gêmeos Josué e Caleb, Fred e Eli. São crianças inteligentes e fluentes tanto em português quanto em Ticuna. Josué atuou no documentário HAKANI, produzido por David Cunningham, no papel de Bibi, irmão da menina Hakani. Foi muito elogiado pelo seu talento e dedicação e foi até homenageado numa cerimônia promovida pela Comisão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.

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